BLOGUE DAS BIBLIOTECAS DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE SÃO MARTINHO (SANTO TIRSO)

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domingo, 8 de maio de 2022

PNL2027 - Um autor por mês

 Vergílio Ferreira


Vergílio Ferreira nasceu em Melo, uma pequena aldeia do concelho de Gouveia, no dia 28 de janeiro de 1916.
Frequentou o Seminário do Fundão, que retratou no romance Manhã Submersa, e que Lauro António adaptou para o cinema, convencendo Vergílio Ferreira a participar no filme, no papel de Reitor do Seminário; e a Universidade de Coimbra, onde se licenciou em Filologia Clássica, e fazendo o estágio para professor no Liceu D. João III, atual Escola Secundária José Falcão.

Passou por Bragança, Évora e Faro, até ao Liceu Camões, em Lisboa, onde coincidiu com o aluno António Lobo Antunes que o descreve numa crónica (Retrato do Artista Quando Jovem) como “um professor de ruga atormentada na testa como se os rins da alma lhe doessem que atravessava o pátio do recreio torcido por incómodos metafísicos. Um colega mais instruído revelou-me que o professor se chamava Vergílio Ferreira e publicava livros”.

As cidades de Évora e Coimbra fazem parte do imaginário literário de Vergílio Ferreira, mas também a Serra da Estrela e a sua aldeia de Melo, que servem de cenário a densos e profundos textos do autor.



“O despertar para a vida de uma criança, entre a austeridade da casa senhorial de D. Estefânia, a sensualidade da sua aldeia natal e o silêncio das paredes do seminário. Um jovem seminarista de 12 anos, é obrigado a ir para o seminário. E a história desenrola-se em torno das vivência e sentimentos que o jovem seminarista vai experimentando. Num ambiente negro, triste, ríspido e severo do seminário, o jovem descobre-se e descobre o mundo que o rodeia: a repressão na educação, a pobreza da sua terra, as desigualdades sociais, o desejo do seu corpo, a camaradagem, a amizade, o amor.”

domingo, 6 de março de 2022

PNL2027 - Um autor por mês

Margaret Atwood


Margaret Atwood nasceu a 18 de novembro de 1939, em Ottawa.

Estudou no Victoria College na Universidade de Toronto.

Foi professora de Inglês, mas cedo se dedicou à escrita e a sua obra está publicada em mais de quarenta e cinco países. É autora de mais de cinquenta livros de ficção, poesia e ensaios críticos.

 







A História de Uma Serva tornou-se um dos livros mais influentes e mais lidos do nosso tempo.


O clássico de Margaret Atwood – A História de uma Serva - ganha uma terrível e marcante realidade visual, executada de forma extraordinária pela artista Renée Nault. A visão marcante da sociedade radicalmente transformada por uma revolução teocrática tornou

Renée Nault é uma artista canadiana, conhecida pelas suas vívidas e oníricas ilustrações em aguarela e tinta.









sábado, 5 de fevereiro de 2022

PNL2027 - Um autor por mês

 Albert Camus



Albert Camus nasceu em Mondovi, na Argélia, a 7 de novembro de 1913, durante a ocupação francesa. O seu pai era francês nascido na Argélia e a sua mãe, também nascida na Argélia, era de origem minorquina.  Albert Camus era muito pequeno quando perdeu o seu pai que morreu, em 1914, na batalha do Marne, durante a Primeira Guerra Mundial.

Licenciado em Letras, no ramo de Filosofia, apresentou uma tese sobre Santo Agostinho e Plotino. A doença, porém, impossibilitou-o de levar a bom termo o concurso para a «agrégation». Teve diversos empregos: vencedor de acessórios de automóveis, meteorologista, empregado num escritório.

Camus já revelava nessa época a sua paixão pelo teatro. A ele se deve a fundação de um grupo de teatro, L’Équipe, chegando a reservar para si o desempenho de alguns papéis.“ Participou na Resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial e foi então um dos fundadores do jornal de esquerda Combat. Foi escritor, filósofo, romancista, dramaturgo, jornalista e ensaísta. Na política esteve envolvido, de forma ativa, na Resistência Francesa, pode considerar-se um homem comprometido com a situação política do seu tempo. Camus morreu em janeiro de 1960, vítima de um acidente de automóvel. Na mala do carro encontrava-se o manuscrito de O Primeiro Homem, um romance autobiográfico. “Por uma ironia do destino, nas notas ao texto, ele escreveu que aquele romance deveria ficar inacabado.” Encontra-se sepultado no cemitério de Lourmarin, em França.

 





«Não sou filósofo, e por isso não posso falar senão daquilo que vivi. Vivi o niilismo, a resistência, a violência e a vertigem da destruição. Ao mesmo tempo, festejei o poder de criar e o esplendor da vida. Nada me autoriza, por isso, a julgar de uma forma sobranceira a época com a qual sou inteiramente solidário. Julgo-a a partir do seu interior, confundindo-me todos os dias com ela. Mantenho, no entanto, o direito de dizer sempre aquilo que sei sobre mim e sobre os outros, na condição única de que tal não sirva para aumentar a insuportável infelicidade do mundo, mas sim para designar, nos muros obscuros que vamos tacteando, os lugares ainda invisíveis ou as portas que podem ser abertas.» 
 in Actuelles II, 1953






sábado, 8 de janeiro de 2022

PNL2027 - Um autor por mês

 Franz Kafka



Franz Kafka, escritor checo, de língua alemã, considerado por muitos críticos literários um dos maiores escritores do século XX.


Franz Kafka nasceu a 3 de julho de 1883 em Praga, onde o pai era negociante. Pressionado por este, com quem tem difíceis relações, estuda direito numa universidade alemã. A sua  adolescência será marcada pelo ambiente muito particular de Praga, onde se entrecruzam as fraquezas e as contradições da velha Europa.

“Em vida, publicou apenas sete pequenos livros e alguns textos em revistas. De entre estes livrinhos e textos, destaca-se A Metamorfose, que veio a lume em 1915. Esta pequena novela viria a afirmar-se como uma das suas obras de referência. A 3 de junho de 1924, não resistindo à tuberculose diagnosticada em 1917, morre em Kierling, a poucos quilómetros de Viena, deixando três romances fragmentários, que seriam publicados postumamente pelo seu amigo e testamenteiro Max Brod: O Processo (1925), O Castelo (1926) e América (1927), a que se seguiram volumes com contos, cartas e diários. “

in Wook

domingo, 5 de dezembro de 2021

PNL2027 - Um autor por mês

Júlio Dinis


Quem foi Júlio Dinis?

“Júlio Dinis é o principal pseudónimo literário de Joaquim Guilherme Gomes Coelho (sendo o outro Diana de Aveleda). A ascendência inglesa por parte da mãe e a morte desta, em 1844, são elementos que na vida literária de Júlio Dinis não deixarão de ser significativos. Em 1855 matricula-se na Escola Médico-Cirúrgica do Porto, onde completará o curso com altas classificações. A tuberculose, que já vitimara Ana Constança Potter, mãe de Júlio Dinis, mata igualmente, ainda em 1855, dois irmãos do autor.

Em 1856 escreve as suas primeiras obras dramáticas e em 1858 as suas primeiras novelas (…). A tuberculose, que também o viria a vitimar, manifesta-se-lhe pela primeira vez em 1856, agravando-se a partir de 1860, ano em que surge o seu principal pseudónimo. Em 1861 defende tese de licenciatura e em 1863 pensa ocupar um cargo na Escola, ideia de que é forçado a desistir por imperativos de saúde e que só virá a concretizar-se dois anos depois. A partir de 1860 começara, entretanto, a colaborar em alguns jornais, publicando poemas, mas é a partir de 1862 que se inaugura a sua frutuosa colaboração no Jornal do Porto, com a publicação de algumas novelas que aparecerão posteriormente no volume Serões da Província.

Pelas próprias circunstâncias de saúde que sempre condicionaram toda a carreira literária de Júlio Dinis, a obra deste autor apresenta características que lhe são específicas. Com efeito, a sua capacidade de produção é notável, se tivermos em conta que morreu com 32 anos incompletos. (…).”

Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. II, Lisboa, 1990, in DGLAB







...


sábado, 30 de outubro de 2021

PNL2027 - Um autor por mês

 


Um autor por mês

José Saramago


 “As perguntas: «Quem és?» ou «Quem sou?» têm respostas fáceis: a pessoa conta a sua vida e assim se apresenta aos outros. A pergunta que não tem resposta formula-se de outra maneira: «Que sou eu?» Não «quem», mas «quê». Aquele que fizer essa pergunta enfrenta-se com uma página em branco e o pior é que não será capaz de escrever uma palavra que seja.“

in O Caderno.


sábado, 2 de outubro de 2021

PNL2027 - Um autor por mês


Em 2021, comemora-se o centenário do nascimento de Maria Judite Carvalho. O PNL2027 associa-se a estas comemorações, divulgando a sua obra, estudos e livros sobre a autora, assim como outros eventos. 

Maria Judite de Carvalho (1921-1998) escritora portuguesa, unanimemente considerada uma das vozes femininas mais importantes da literatura nacional do século XX.


sábado, 4 de setembro de 2021

PNL2027 - Um autor por mês



Palavras que disseste e já não dizes,
palavras como um sol que me queimava,
olhos loucos de um vento que soprava
em olhos que eram meus, e mais felizes.


Palavras que disseste e que diziam
segredos que eram lentas madrugadas,
promessas imperfeitas, murmuradas
enquanto os nossos beijos permitiam.


Palavras que dizias, sem sentido,
sem as quereres, mas só porque eram elas
que traziam a calma das estrelas
à noite que assomava ao meu ouvido…


Palavras que não dizes, nem são tuas,
que morreram, que em ti já não existem
– que são minhas, só minhas, pois persistem
na memória que arrasto pelas ruas.

Pedro Tamen, in Tábua das Matérias